Grande entrevista internacional
“Nosso papel não é preservar esse legado como um museu”
Bianca SennaCEO da Senna Brands, sobrinha de Ayrton Senna Ewerton FuliniVice-Presidente do Instituto Ayrton Senna
Bianca Senna, CEO da Senna Brands. Senna Brands
Em 1º de maio de 1994, o Brasil decretou três dias de luto nacional. Milhões de pessoas convergiram para São Paulo em uma homenagem de proporções que o país costuma reservar apenas a suas grandes figuras políticas. Ayrton Senna tinha 34 anos. Nada, na lógica habitual das perdas no esporte, preparava o país para aquela comoção. E, no entanto, mais de trinta anos depois, enquanto uma geração inteira jamais assistiu a uma única de suas corridas ao vivo, seu nome continua a ocupar na cultura brasileira um espaço que pouquíssimas figuras históricas podem reivindicar.
É preciso tentar compreender o porquê. Senna não ocupa um lugar na memória esportiva do Brasil da mesma forma que um recorde ou um palmarés. Ele ocupa um lugar na maneira como o país pensa a si mesmo. Nos anos em que corria, a autoestima do brasileiro estava fragilizada. Senna erguia a bandeira do Brasil no lugar mais alto do pódio, domingo após domingo, e aquele gesto repetido dizia algo que transbordava em muito os limites do esporte: um brasileiro podia medir forças com o mundo, vencer, sem abrir mão de quem era. Essa ideia, uma vez depositada na consciência coletiva, não se apaga com facilidade.
Mas uma memória, por mais viva que seja, não constitui, por si só, um legado. Muitas figuras admiradas acabam se dissolvendo na nostalgia, reduzidas a imagens de arquivo e a uma emoção que se desgasta. O que distingue o caso Senna é a decisão tomada muito cedo de converter essa memória em ação estruturada. Fundado por Viviane Senna poucos meses após a morte do irmão, o Instituto Ayrton Senna alcançou, em 2026, a marca de 40 milhões de atendimentos a crianças e jovens em todo o Brasil. São mais de 31 anos de trabalho em todos os estados do país, em mais de 3.300 municípios. O método não tem nada de assistencialista no sentido convencional do termo: formação de professores, fortalecimento de práticas pedagógicas, colaboração sistemática com as redes públicas de ensino. O Instituto não celebra uma lembrança. Ele atua sobre as próprias condições em que as crianças aprendem.
Em paralelo, impôs-se outra necessidade, talvez ainda mais delicada: transmitir esse legado àqueles que não viveram aquela época. A Senna Brands, sob a liderança de Bianca Senna, construiu um ecossistema presente em mais de 70 países, reunindo mais de 60 marcas parceiras e desenvolvendo conteúdos audiovisuais, experiências, produtos e universos digitais a ponto de tornar Senna o primeiro piloto a contar com um mapa exclusivo no Minecraft. Nos Estados Unidos, seis em cada dez jovens da Geração Z mantêm, segundo a Senna Brands, algum tipo de conexão com ele. A série Senna, lançada pela Netflix em 2024, esteve entre as mais assistidas em mais de 50 países. A questão que esse empreendimento levanta é menos comercial do que parece: como falar de um homem para aqueles que nunca ouviram o ronco de um motor numa manhã de domingo, sem trair o que ele representava, sem transformar seu nome em um mero argumento de vendas?
Foi essa, entre outras, a pergunta que fizemos a Bianca Senna, CEO da Senna Brands e sobrinha de Ayrton Senna, e a Ewerton Fulini, Vice-Presidente do Instituto Ayrton Senna. A primeira carrega a responsabilidade pela identidade, pela estratégia e pela transmissão mundial do nome Senna. O segundo encarna a dimensão educacional, institucional e social desse legado aquela que transforma uma inspiração individual em uma alavanca concreta de política pública.
O que está em jogo aqui toca em algo muito mais amplo do que um destino esportivo. Trata-se do que resta de um ser humano após a sua morte, da responsabilidade moral daqueles que carregam a sua imagem e da fronteira sempre instável entre transmissão e exploração comercial. E da possibilidade, rara, de que uma memória nascida em um circuito de corrida contribua, trinta anos depois, para ampliar as perspectivas educacionais de milhões de crianças e jovens.
I
No Brasil, a morte de Ayrton Senna, em 1º de maio de 1994, provocou três dias de luto nacional e reuniu milhões de pessoas em São Paulo para o seu funeral — um acontecimento de proporções geralmente reservadas às grandes figuras políticas e culturais do país. Mais de trinta anos se passaram. Uma geração inteira jamais assistiu a uma única de suas corridas. Como a senhora explica que sua presença continue tão viva na memória coletiva brasileira? O que faz com que um piloto de Fórmula 1 ocupe, ainda hoje, um lugar no imaginário nacional comparável ao das grandes figuras históricas do Brasil?
O Ayrton representava a ideia de que um brasileiro podia competir de igual para igual com o mundo e vencer, sem abrir mão de quem era. Naquele 1º de maio, perdemos um símbolo nacional, e eu consegui ter a dimensão de tudo naquele exato momento, ao ver a comoção das pessoas. Mais de trinta anos depois, os valores e a mentalidade do Ayrton continuam relevantes porque são atemporais. E também porque continuam chegando até as pessoas das mais diversas formas: experiências, produtos, homenagens... Esse trabalho de manter a memória viva por meio das marcas Senna e Senninha e do Instituto Ayrton Senna transforma esse legado em inspiração e propósito.
Ayrton Senna foi frequentemente descrito como o símbolo de um Brasil vencedor, capaz de se destacar no cenário internacional apesar dos desafios estruturais do país. Hoje, em um contexto marcado por profundas desigualdades sociais e forte polarização política, como o legado de Senna dialoga com a identidade nacional contemporânea? Sua imagem continua representando um Brasil unido em torno da excelência, do mérito e da determinação, ou passou a simbolizar um ideal que o país ainda busca alcançar?
O Ayrton possui características que nos inspiram enquanto indivíduos. Superar limites, buscar a sua melhor versão, fazer o bem e ter coragem são valores que se aplicam a todos nós, independentemente de quem sejamos. É um chamado para acreditarmos no nosso potencial e despertarmos o herói que existe em cada um de nós. O Ayrton ergueu a bandeira do Brasil no lugar mais alto do pódio em um momento em que a autoestima do país estava fragilizada. Isso marcou profundamente e continua sendo, até hoje, um símbolo de que é possível acreditar nos sonhos.
O Ayrton representava a ideia de que um brasileiro podia competir de igual para igual com o mundo e vencer, sem abrir mão de quem era.
Bianca Senna
II
Fundado por Viviane Senna poucos meses após a morte de seu irmão, o Instituto Ayrton Senna já impactou mais de 36 milhões de crianças e jovens em todo o Brasil. Diante dos desafios persistentes da educação pública brasileira, o Instituto optou por uma abordagem sistêmica baseada na formação de professores e no aperfeiçoamento das práticas pedagógicas. Como essa estratégia traduz a visão que Ayrton Senna tinha da educação como instrumento de transformação social e de redução das desigualdades?
Primeiro, uma atualização: em 2026, o Instituto chegou à marca de 40 milhões de atendimentos a crianças e jovens no Brasil. Este trabalho é a tradução do legado de Ayrton Senna não apenas como memória, mas como uma estratégia concreta de transformação social. Sua trajetória mostrou que o talento pode existir em qualquer lugar, mas precisa encontrar oportunidades para se desenvolver. Na educação, isso significa não aceitar que a origem de uma criança determine o seu futuro.
É por isso que desenvolvemos soluções educacionais baseadas em evidências e atuamos em parceria com redes públicas de ensino, fortalecendo professores, gestores e práticas pedagógicas. O professor ocupa um papel central nessa estratégia, porque é ele quem transforma conhecimento em aprendizagem e amplia, diariamente, as possibilidades de cada estudante. Ao trabalhar de maneira sistêmica com secretarias municipais e estaduais, conseguimos fazer com que boas práticas não fiquem restritas a uma única escola ou a um pequeno grupo de alunos, mas alcancem redes inteiras. Em mais de 31 anos, estivemos presentes em todos os estados brasileiros e em mais de 3.300 municípios, acumulando mais de 40 milhões de atendimentos a crianças e jovens.
É assim que o legado de Ayrton ganha vida: criando condições para que milhões de estudantes desenvolvam seu potencial e contribuindo para um país em que as oportunidades sejam menos determinadas pelas desigualdades sociais.
O Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo, onde o acesso a uma educação de qualidade ainda depende fortemente do território em que a criança nasce e cresce. O Instituto Ayrton Senna escolheu atuar prioritariamente nas regiões mais vulneráveis do país. Como o legado de Senna foi mobilizado para construir um verdadeiro projeto de justiça social por meio da educação? E em que medida os resultados observados nos municípios parceiros demonstram a capacidade de uma figura pública, mesmo após sua morte, de inspirar um movimento duradouro de transformação coletiva?
Na educação, justiça social significa impedir que o lugar onde uma criança nasce determine até onde ela poderá chegar. Embora o Brasil tenha avançado na universalização do acesso à educação básica, ainda existem diferenças profundas de aprendizagem entre regiões, municípios e grupos sociais.
É justamente por isso que o Instituto concentra sua atuação em redes públicas e territórios que enfrentam maiores desafios. Nossa premissa é que vulnerabilidade não pode significar baixa expectativa: todas as crianças e jovens podem aprender, desde que tenham acesso às oportunidades e às condições adequadas.
Ao longo de nossa trajetória, dezenas de municípios parceiros conseguiram promover transformações sistêmicas em suas redes de ensino. Cidades que estavam entre as últimas posições nos indicadores educacionais passaram a ocupar o pódio da educação, tornando-se referências nacionais. Casos como Sobral, Licínio de Almeida e Coruripe, entre outros, mostram que é possível mudar de forma consistente a trajetória de uma rede inteira.
Esses resultados não são fruto de uma ação isolada. Eles acontecem quando a educação se torna prioridade política, quando gestores trabalham com metas e evidências, quando professores recebem formação e apoio e quando as práticas pedagógicas alcançam todas as escolas da rede. A transformação deixa, assim, de beneficiar apenas algumas turmas ou estudantes e passa a fazer parte da cultura e da política educacional do município.
Ayrton Senna continua sendo uma poderosa fonte de inspiração, mas a força de seu legado está justamente em mobilizar milhares de pessoas em torno de uma causa comum. Quando essa inspiração se transforma em conhecimento, políticas públicas, professores preparados e aprendizagem concreta, um legado individual passa a impulsionar um movimento coletivo e duradouro de transformação social.
Na educação, justiça social significa impedir que o lugar onde uma criança nasce determine até onde ela poderá chegar.
Ewerton Fulini
Na França, o humorista Coluche deixou como legado os "Restos du Cœur", uma importante instituição social que ajuda mais de um milhão de pessoas todos os anos. No Brasil, o Instituto Ayrton Senna tornou-se uma referência nacional na educação pública e no desenvolvimento das competências das novas gerações. Esses dois legados, nascidos de personalidades públicas que faleceram tragicamente, seguiram caminhos diferentes. Como a Senna Brands vê essa comparação? O legado de Ayrton Senna pode ser entendido, antes de tudo, como um projeto de longo prazo voltado para a transformação da sociedade por meio da educação?
A comparação deve ser compreendida com respeito às particularidades de cada trajetória. Tanto Coluche quanto Ayrton Senna demonstram como a admiração por uma personalidade pública pode ser transformada em mobilização social e continuar produzindo impacto muito tempo depois de sua morte.
São legados que respondem a desafios diferentes e adotam modelos distintos de atuação. No caso de Ayrton Senna, sua história, seus valores e sua capacidade de inspirar gerações encontraram na educação uma expressão social de longo prazo. Em vez de se limitar à preservação de sua memória esportiva, seu legado passou a contribuir para enfrentar uma das causas estruturais da desigualdade brasileira.
Para a Senna Brands, a força desse legado está justamente em sua capacidade de permanecer atual e mobilizador. No trabalho do Instituto Ayrton Senna, ele ganha vida por meio de soluções que fortalecem a educação pública, ampliam oportunidades e ajudam crianças e jovens a desenvolver todo o seu potencial.
Nesse sentido, o legado de Ayrton pode, sim, ser entendido como um projeto de longo prazo: um compromisso permanente de transformar inspiração em oportunidades e oportunidades em impacto real para a sociedade.
III
Hoje, muitos adolescentes brasileiros nasceram anos após a morte de Ayrton Senna. Eles nunca viveram a emoção dos domingos de Grande Prêmio que mobilizavam o país inteiro diante da televisão, mas descobrem sua história por meio de documentários, séries, videogames e das próprias ações do Instituto Ayrton Senna. Como essa nova geração percebe uma figura que jamais viu competir? E qual é a responsabilidade da Senna Brands para garantir que essa transmissão permaneça fiel aos valores de compromisso, excelência e responsabilidade social que marcaram a trajetória de Senna ?
Cabe à Senna Brands o trabalho de perpetuar e ampliar os pontos de contato de fãs de todas as gerações com a trajetória e os valores de Ayrton Senna. Fazemos isso por meio de uma plataforma global de negócios, baseada em licenciamento de produtos, experiências, eventos e homenagens. Para nós, é uma alegria ver jovens "descobrindo" o Ayrton. Nos Estados Unidos, por exemplo, seis em cada dez jovens da Geração Z mantêm algum tipo de conexão com ele, seja assistindo a corridas antigas, seguindo-o nas redes sociais ou se envolvendo com produtos e ações oficiais.
Os conteúdos audiovisuais têm um papel muito expressivo nisso. A série Senna, lançada pela Netflix em 2024, foi uma das mais assistidas em mais de 50 países. E 85% do público norte-americano ficou com vontade de conhecer mais sobre ele depois de assistir à série. Outro projeto que ilustra bem isso é o Minecraft: Senna é o primeiro piloto a ter um mapa exclusivo no jogo. Temos acessos de 150 países diferentes.
Todo este trabalho se mantém fiel aos valores do Ayrton, e a nossa responsabilidade na Senna Brands é enorme: cada produto, parceria ou conteúdo precisa passar pelo mesmo filtro isso realmente representa compromisso, excelência e responsabilidade social, ou é só usar a imagem dele para vender alguma coisa? Preferimos dizer não a uma parceria a aceitar algo que esvazie esse significado.
Sob a liderança de Bianca Senna, a Senna Brands desenvolveu um ecossistema global que reúne parceiros como Tag Heuer, McLaren, Ducati, LEGO e ASICS. Parte das receitas geradas contribui para financiar as ações do Instituto Ayrton Senna, criando uma ligação direta entre desenvolvimento econômico e impacto social. Na sua opinião, como esse modelo redefine a responsabilidade de uma empresa encarregada de preservar um legado cultural? E como conciliar a expansão global de uma marca com a necessidade de preservar a autenticidade da mensagem que ela representa?
Esse modelo nos posiciona como uma plataforma global de negócios que está, atualmente, presente diretamente em mais de 70 países e com um portfólio de mais de 60 marcas parceiras, em diversos segmentos incluindo as que você mencionou. A curadoria para isso é muito rigorosa e envolve fatores como sinergia e propósito. E a lógica desse ecossistema prevê que parte dos royalties provenientes das ações de marca sejam repassados pela Senna Brands para o Instituto.
Nos últimos seis anos, a Senna Brands cresceu oito vezes. Seguimos nossa estratégia de expansão global, mirando novos territórios e novos públicos, para impactar cada vez mais pessoas com os valores do Ayrton. No fim, não vendemos produto: vendemos uma mentalidade, um símbolo atemporal.
O legado do Ayrton nunca dependeu de um formato de mídia específico.
Bianca Senna
Poucas personalidades públicas falecidas há mais de trinta anos continuam exercendo uma influência tão profunda sobre o imaginário coletivo de uma nação. Ayrton Senna tornou-se muito mais do que um campeão automobilístico: hoje ele é uma referência cultural, educacional e social para milhões de brasileiros. Como a senhora enxerga o futuro desse legado em um mundo no qual as novas gerações constroem suas referências por meio de mídias, hábitos e valores muito diferentes daqueles dos anos 1990? O legado de Senna ainda possui a capacidade de inspirar o Brasil de forma duradoura e alcançar novas gerações em escala internacional?
O legado do Ayrton nunca dependeu de um formato de mídia específico. Ele é baseado em conexão humana. Ele evoca um chamado interior e uma vontade de sermos heróis da nossa própria história. Isso desperta algo que atravessa gerações. Hoje, as pessoas descobrem o Ayrton pelo streaming, redes sociais, games, ou pelas ações do Instituto na escola. Muda-se o canal, mas a mensagem é muito forte e permanente.
A Fórmula 1 tem crescido bastante nos últimos anos. Os atuais pilotos têm Ayrton como referência máxima e a própria categoria o classifica como um dos maiores de todos os tempos. Ou seja, Senna é o ídolo do ídolo de muitos jovens. E isso também é um fator contemporâneo de identificação e ajuda a despertar ainda mais o interesse.
Nosso papel na Senna Brands não é preservar esse legado como um museu. Queremos continuar traduzindo os valores do Senna para a linguagem de cada geração, onde quer que ela esteja. Enquanto existir alguém, em algum lugar do mundo, tentando ser melhor do que era ontem, o legado do Ayrton vai ter motivo para continuar vivo.
Sobre
Mais de trinta anos após a morte de Ayrton Senna, seu legado continua a irradiar muito além dos circuitos de Fórmula 1. Hoje, ele se expressa por meio de duas instituições complementares: a Senna Brands, que zela pelo desenvolvimento internacional e pela transmissão de sua identidade, e o Instituto Ayrton Senna, que transforma seus valores em ações concretas a serviço da educação pública no Brasil.
À frente da Senna Brands, Bianca Senna, sobrinha de Ayrton Senna, lidera a estratégia global da marca familiar. Sob seu comando, a organização está hoje presente em mais de 70 países e reúne mais de 60 marcas parceiras. Parte da receita gerada por esse ecossistema contribui diretamente para o financiamento das ações do Instituto Ayrton Senna. Seu papel consiste em manter vivo esse legado para as novas gerações, ao mesmo tempo em que zela pela preservação da autenticidade, da exigência e dos valores que moldaram a trajetória do tricampeão mundial de Fórmula 1.
Ao lado de Bianca Senna, Ewerton Fulini, Vice-Presidente do Instituto Ayrton Senna, conduz a dimensão educacional e social desse compromisso. Há mais de três décadas, o Instituto desenvolve, em parceria com redes públicas de ensino, soluções baseadas em pesquisa, formação de professores e aprimoramento de práticas pedagógicas. Em 2026, ultrapassou a marca de 40 milhões de atendimentos a crianças e jovens no Brasil, com presença em todos os estados do país e em mais de 3.300 municípios.
Nesta entrevista concedida à JLP Décryptage, Bianca Senna e Ewerton Fulini abordam o lugar singular que Ayrton Senna ainda ocupa no imaginário coletivo brasileiro, os desafios ligados à transmissão de um legado global e a maneira como uma memória esportiva pode, ao longo das gerações, tornar-se uma poderosa alavanca de inspiração, responsabilidade e transformação educacional.
Créditos fotográficos
- Bianca Senna, CEO da Senna Brands. Senna Brands
- Bianca Senna. Senna Brands
- Ewerton Fulini, Vice-Presidente do Instituto Ayrton Senna. Instituto Ayrton Senna
- Ayrton Senna ao volante de sua McLaren. [crédit à compléter]
- Ayrton Senna. [crédit à compléter]
- Emblema Senna. Senna Brands
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